As Olimpíadas do Rio de Janeiro já tinham algo especial antes mesmo de começar. A realização no nosso país e as primeira na América Latina, faziam com que as expectativas fossem boas de certa forma, mesmo sabendo da grande crise econômica e política que o país enfrenta, mas não era só isso, os brasileiros se mostravam pessimistas com a realização do evento, sentiam medo e vergonha.
Quando cheguei ao Rio de Janeiro no dia 4 de Agosto, sabia que estava vivendo um momento histórico. Ao entrar no Estádio Olímpico, era notável a alegria nas pessoas que vieram de todos os cantos do planeta. Tudo acontecia de maneira tão rápida, mas era necessário buscar o que havia de mais importante para informar ao leitor do Direito do Estúdio. Oficialmente, a cobertura começou no dia 25 de Julho com os preparativos para o grande evento.
O Rio de Janeiro foi a capital mundial por 17 dias, recebendo todos de braços abertos. Eu passava nas ruas e via algo diferente, era inspirador, o português não era suficiente para comunicar, o clima olímpico mostrava que os conflitos são esquecidos neste momento. Meus olhos estavam atentos para captar o máximo possível do que estava acontecendo, cada segundo era essencial.
A caminhada no Parque Olímpico não era curta e debaixo de muito sol, mas em tudo era gratificante. As expressões dos torcedores eram variadas, de acordo com o momento das partidas. O resultado era importante, mas a presença era ainda maior. O Estádio da Lagoa, Deodoro, Riocentro, Maracanã e o Maracanãzinho seguiam com muita emoção em todas as competições. As belezas da cidade serviam de cenário para as matérias e os turistas.
Dividi minha cobertura em três fases: preparativos e recepção; o clima na Cidade Olímpica; competições e encerramento. A primeira e a última realizei em Belo Horizonte, a segunda no Rio de Janeiro, tudo para que você tivesse informações de vários aspectos. Guardo as Olimpíadas do Rio com grande apreço, com experiências únicas. A primeira cobertura nunca esquecemos.
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