Olimpíadas e empoderamento feminino: Atleta cadeirante iraniana é porta-bandeira na cerimônia de abertura olímpica






Zahra Nemati acaba de emocionar o mundo ao entrar como porta bandeira da delegação iraniana na Olimpíada do Brasil. Zahra é atleta do tiro com arco e conquistará um fato único, digno de ouro: representará o Irã duplamente, nas Olimpíadas e nas Paraolimpíadas. Lutadora de taekwondo, a atleta sofreu um acidente automobilístico e teve que abandonar essa modalidade. Mais tarde a iraniana descobriu que a cadeira de rodas não a afastaria do esporte. A solução encontrada por ela foi a prática do tiro com arco e o resultado vem sendo brilhante. A revolução dessa mulher é inspiradora e nos leva a uma reflexão sobre empoderamento feminino.  Tratando-se de um país do Oriente Médio, onde as mulheres ainda são obrigadas a utilizar véu, e são submissas aos homens, Zahra veio quebrando tabu e transformando com certeza a  vida das iranianas. Sua entrada representa uma abertura cultural de seu país sobre a figura feminina. E o empoderamento feminino  consta nisso: representatividade e superação da maioria de lugares conquistados pelos homens, através da valorização, autoestima e luta perante a igualdade de gênero. A atleta é marca de uma superação emocionante: mulheres que se auto determinam, lutam por si, e não veem dificuldades diante do contexto mundial de adversidades.


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