Sérgio Moro coloca Lula no banco dos réus

Lula virou réu na tarde desta terça-feira em ação penal da Operação Lava Jato aberta nesta segunda-feira, 19, pelo juiz federal Sérgio Moro. O petista é acusado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de cartel e propinas na Petrobrás. A denúncia do Ministério Público Federal mantém que ele recebeu R$3,7 milhões em benefício próprio - de um valor de R$87 milhões de corrupção - da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.

Será a primeira vez que o petista irá para o banco de réus, em Curitiba, acusado de se beneficiar do esquema de corrupção e desvios de recursos da Petrobrás, gerando um rombo de R$42 bilhões na estatal. Os partidos da base aliada - PT, PMDB, PP - comandavam diretorias que desviavam de 1% a 3% de propinas de contratos fechados com empreiteiras cartelizadas.

As acusações contra Lula são ligadas ao recebimento de vantagens ilícitas da empreiteira OAS. Parte do valor está relacionada ao apartamento no Edifício Solaris: R$1,1 milhão para a aquisição do imóvel, R$926 mil para reformas, R$342 mil para instalação da cozinha e outros móveis, além de R$8 mil para compra de fogão, micro-ondas e geladeira.

No primeiro processo contra Lula, a Justiça imputa ao ex-presidente os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, considerados "vantagens indevidas" recebidas por ele e familiares de forma direta e indiretamente no apartamento do Guarujá e no armazenamento de bens pessoais em empresa especializada, custeada pela OAS.

A atuação de Lula como líder da organização criminosa não integra a denúncia. Essa parte está com o Supremo Tribunal Federal (STF). 

Lula foi alvo de condução coercitiva, no dia 4 de março, quando a 24a fase da Operação Lava Jato foi deflagrada, e batizada de Operação Aletheia. Ele negou conhecer o engenheiro Paulo Gordilho, da OAS, que teria participado da reforma da cozinha do tríplex e do sítio de Atibaia, também investigado.

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