De acordo com o procurador da República José Adércio Leite Sampaio, o MPF pediu a reparação dos danos causados às vítimas. O valor será apurado durante a instrução processual, que deve ser feito pela Justiça. Segundo o procurador, "Houve um sequestro da segurança em busca do lucro" e que os funcionários da Samarco notaram trincas no maciço da barragem de Fundão em 2014. Engenheiros disseram que eram sinais de pré-ruptura. Diante disso, segundo o procurador, a mineradora cumpriu parte das recomendações. "A empresa (Samarco) usava de 'esparadrapos estruturais' ao invés de dar respostas contundentes aos problemas da barragem"; acrescentou.
A análise feita por uma força-tarefa do MPF constatou problemas no maciço da barragem, vazamento de água, problemas na quantidade de água na barragem e nos procedimentos adotados para que fossem feitos o alteamento e o recuo de Fundão.
Distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), depois do rompimento das barragens (Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo)
Dentre os denunciados pelo Ministério Público, estão Ricardo Vescovi de Aragão, diretor-presidente licenciado, Kléber Terra, diretor-geral de operações, Germano Lopes, gerente-geral de projetos, Wagner Milagres Alves, gerente de operações, Daviely Ridrogues Silva, gerente de geotencia e hidrogeologia, Stephen Michael Potter, integrante do Conselho de Administração por indicação da Vale, James John Wilson, integrante do Conselho de Administração por indicação da BHP entre outras pessoas.
Procurador da República em Minas Gerais José Adércio Leite Sampaio (Foto: Reprodução/TV Globo)
RELEMBRE O CASO
A barragem se rompeu no dia 5 de novembro de 2015, destruindo o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, e atingindo várias outras localidades. Os rejeitos também atingiram mais de 40 cidades do Leste de Minas Gerais e do Espírito Santo. O desastre ambiental, considerado o maior e sem precedentes no Brasil, deixou 19 mortos.
Rio Doce foi tomado pela lama da barragem rompida. (Foto: Rogério Alves/TV Senado)
Fonte: Globo.com


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