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| Governo pretende sair da concessão de alguns aeroportos pelo país. (Foto: Gabriel Luiz/G1) |
O governo poderá tomar a decisão de vender a sua participação
nas concessões dos aeroportos, retirando assim a Infraero dos 49%
que possui em Brasília, Guarulhos (SP), Viracopos (SP), Confins (MG)
e Galeão (RJ), foi o que disse o ministro dos Transportes, Maurício
Quintella, nesta terça-feira (25).
Ele também disse que a intenção do governo é decidir até o
fim do ano o momento que a estatal sairá da concessão destes
aeroportos citados anteriormente
“Já é uma decisão tomada. A Infraero deverá ter seu capital
dissolvido nos aeroportos concessionados”, afirmou Quintellla.
A decisão vai depender das condições em que o mercado estará,
e a situação econômica da Infraero e segundo o ministro, a decisão
vai depender da situação econômica da Infraero e das condições
do mercado. Atualmente a Infraero tem 49% de participação nos 5
aeroportos sob concessão. Os outros 51%, pertencem a empresas
privadas que venceram os leilões de 2012 e 2013 e que detém o
controle da concessão.
“Em alguns casos, o governo pode entender que não vale a pena
sair agora, para não dissolver neste momento. Em outros, a avaliação
de mercado pode sugerir que sim, que eu agora já dissolva totalmente
a parte”, continuou o ministro.
A estatal acabou perdendo receitas após os leilões dos
aeroportos, que eram considerados os mais rentáveis que a Infraero
detinha o controle. Como sócia, precisava cumprir requisitos como
investir recursos nas obras de ampliação e melhoria dos terminais,
o que custava repasses do governo para a realização das obras. Além
da crise econômica. Por esses motivos o governo de Michel Temer
pretende abrir mão das participações da Infraero nos aeroportos.
O governo também já havia anunciado que não exigiria mais a
participação da estatal nos leilões, exigência essa que vigorou
até o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Mais para frente o governo deve leiloar os aeroportos de Salvador,
Florianópolis, Fortaleza e Porto Alegre, hoje administrados pela
Infraero. A previsão de arrecadação é de pelo menos R$ 3 bilhões
com os leilões.
Em 2013, o ex-ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil
Moreira Franco criticou o modelo de concessão que exige a
participação do governo.
"É um sacrifício para o país cumprir os 49%", disse à
época. "É uma prática e um modelo que o governo adotou e ele
tem ônus, tem peso para o governo. A Infraero não é uma empresa
capitalizada e o Tesouro é que cobre isso", relatou.
Fonte: G1.com
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