PSDB dispara para 2018

Com Doria eleito em primeiro turno, o vice-governador de São Paulo, Márcio França (PSB), sentenciou: "Eu chego à conclusão de que, de alguma forma, [a candidatura para a presidência em 2018] deve estar no destino de Alckmin porque a composição nacional de hoje, o quadro nacional político, para quem conhece política, ele está, assim, num WO coletivo. Praticamente não há adversário, neste instante, para ele, como figura política".

O status político do governador de São Paulo foi certeiro. O bom resultado do PSDB paulista no primeiro turno, com a vitória de João Doria na capital foi confirmado no segundo turno do maior colégio eleitoral do país. Isso não retrata apenas a vitória dos Tucanos e aliados, mas sim a derrota dos rivais dentro e fora de São Paulo.

Em Minas Gerais, Aécio Neves, rival interno de Alckmin, viu seu candidato tucano João Leite perder para Alexandre Kalil (PHS). Em São Paulo, seu principal adversário no aspecto nacional, o PT saiu derrotado em todas as cidades em que disputou o segundo turno. Pela primeira vez, o ABC paulista não terá prefeitos petistas, berço histórico do Partido dos Trabalhadores.

Em Santo André e Mauá, os respectivos candidatos Carlos Grana e Donisete Braga foram humilhados nas urnas, e disputavam reeleição.

O PSDB conseguiu eleger quatro das cinco cidades em que disputavam o segundo turno: São Bernardo do Campo, cidade de Lula, Santo André, Jundiaí e Ribeirão Preto. A única derrota foi em Bauru, onde o candidato Sidnei Rocha perdeu para o democrata Gilson de Souza.

Nem essa derrota é um fracasso para Alckmin. O DEM é um dos partidos aliados do PSDB e que compõe a base política no nível estadual e será o apoiador alckmista em 2018. O PSB, fiador da candidatura de Alckmin fora do PSDB garantiu a vitória em Guarulhos, Mauá e Guarujá. DEM e PV ganharam em outras quatro cidades.

Alckmin sai vitorioso em onze das treze cidades em que houve segundo turno. De olho na Presidência da República em 2018, Alckmin e seus aliados têm motivos de sobra para comemorarem. 


Foto: Felipe Cotrim/VEJA.com

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