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| Banco assaltado ficava logo abaixo de uma companhia da Polícia Militar (Foto: Gustavo Fagundes Costa/arquivo pessoal) |
A Polícia Civil de
Minas Gerias prendeu doze integrantes de uma quadrilha de explosões
de caixas eletrônicos no estado. Sete deles foram presos na cidade
de Oliveira, no Centro-Oeste, no último dia 13 e apresentados em
Belo Horizonte nesta terça-feira (18). E os outros cinco foram
presos após assaltarem uma agência do Banco do Brasil que,
ironicamente, fica abaixo de uma companhia da Polícia
Militar.
Esse caso
aconteceu na cidade de Felixlândia, Região Central do estado. O
grupo é considerado responsável por cerca de trinta ataques com uso
de explosivos contra instituições bancárias e postos de gasolina.
É investigado pela polícia a 10 meses e se estima que a quadrilha
tenha causado cerca de R$ 1,5 milhão de prejuízo. Foram apreendidos
com eles armas, munição, toucas-ninja, luvas, explosivos, rádios
comunicadores e outros materiais para os roubos.
O delegado-chefe da investigação, João Prata, relatou que a
quadrilha atua de uma forma muito específica. De acordo com ele,
após o alvo ser escolhido por sua vulnerabilidade, no dia da ação
os suspeitos iam em horários variados para o local do roubo. Já na
cidade, uma parte do grupo, fortemente armada, se posicionava perto
de companhias policiais para impedir ação dos militares. Em
seguida, disparavam vários tiros para intimidar testemunhas no
local. Em um dos assaltos, em São Joaquim de Bicas, eles usavam
objetos que furam pneus, escondidos em laranjas, que eram jogadas na
pista durante a fuga da polícia.
A operação foi batizada de “4M” porque faz referência ao
modo de vida dos suspeitos que, segundo a polícia, valoriza música,
mulher, maconha e malote. A quadrilha é a mais atuante neste tipo de
crime na região e a polícia espera que o número de ocorrências
deste tipo possa diminuir, não descartando a continuidade da
quadrilha, já que outros integrantes ainda não foram presos.
Todos os 12 que foram apresentados nesta terça-feira (18) têm
passagens pela polícia por vários crimes, como homicídio, tráfico
de drogas, roubo e porte ilegal de armas. Se somadas as penas, cada
um pode levar cerca de 200 anos de prisão. As investigações
continuam para encontrar o possível restante da quadrilha.
Fonte: g1.com
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