Bolsonaro rompe com PSC e articula com outro partido

Com foco total na Presidência da República em 2018, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) se empenha em sua campanha presidencial, mesmo fora do prazo permitido por lei. Com o slogan "Vamos endireitar o Brasil", o presidenciável não será o candidato do PSC. Ele rompeu com o presidente do partido, o ex-candidato de 2014 Pastor Everaldo, assustando dirigentes da sigla com o seu radicalismo e já conversa com outros partidos políticos.

Entre várias siglas, Bolsonaro já conversou com dirigentes e parlamentares do DEM, do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o PR e PRB, do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. Os partidos estão de olho em Jair Bolsonaro pelo potencial de votos que o deputado tem.

O PSC chegou a pagar curso de media training para Bolsonaro com a consultora de imagem Olga Curado, a mesma que cuidou da imagem eleitoral dos ex-presidentes Lula e Dilma.

O estopim do racha com o partido foi a aliança entre PSC e PCdoB do Maranhão, muito criticado pelo parlamentar. Opositor ferrenho contra a esquerda e o comunismo, Bolsonaro não admite que seu partido apoie legendas desse segmento ideológico ou de esquerda.

Quando soube da aliança, Bolsonaro foi à sede de seu partido e disse que não concordava com o tipo de aliança. O deputado considera que o que o PCdoB prega vão contra suas ideias e com o que ele prega.

Outro desentendimento entre os dois ocorreu quando gravou um vídeo recusando doações em dinheiro para campanha de seu filho durante as eleições municipais.

Aliados do deputado garantem que, deixando o PSC, o parlamentar levará consigo vários colegas de legenda como Marco Feliciano, líder da bancada na Câmara com oito deputados e o líder do governo na Casa, André Moura.

Bolsonaro deixará o partido ainda este ano, levando seus filhos Eduardo Bolsonaro, deputado federal eleito por São Paulo, Carlos Bolsonaro, vereador mais votado do Rio de Janeiro, e Flávio Bolsonaro, deputado estadual derrotado na eleição municipal do Rio.

Com isso, o PSC corre o risco de voltar a ser um partido nanico, por conta do fim das coligações proporcionais, e por não cumprir a cláusula de desempenho.

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