Sérgio Moro determina que PF retire menção a Dias Toffoli de relatório

O juiz Sérgio Moro concedeu a Polícia Federal o direito de refazer um relatório no prazo de três dias no qual afirmava que a família Bumlai “detinha uma influência política muito grande durante o período em que o Partido dos Trabalhadores (PT) estava no poder” e que “a influência não era somente em agentes políticos da Administração Pública, mas também na Suprema Corte, na pessoa do Ministro Tofffoli”. O relatório, assinado por um agente da Polícia Federal, foi incluído num dos inquéritos que investiga Bumlai, sem sigilo. Ele foi feito com base em material apreendido com Maurício de Barros Bumlai, filho do pecuarista José Carlos Bumlai, já condenado na Lava-Jato, e referia-se ao arquivo do número de telefone de diversas autoridades públicas. Apesar da afirmação sobre a influência da família, o relatório ressalvava que “a simples menção a nomes e/ou fatos (...) por si só, não significa o envolvimento, direto ou indireto, dos citados em eventuais delitos objeto da investigação em curso”. Moro considerou que, apesar da ressalva, a conclusão do relatório “não tem base empírica e é temerária”, pois o simples fato de um investigado ter em sua agenda número de telefone de autoridades não significa que ele possa ter influência sobre elas. A intimação foi feita por telefone. Responsável pela investigação de Bumlai, o delegado Filipe Pace encaminhou despacho a Moro, afirmando que será feito um novo relatório para que seja retirado o trecho “manifestamente inserido por ocasião de erro material”. Pace confirma que “é faticamente e probatoriamente impossível” atribuir suposta influência Bumlai sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.

Juiz concedeu três dias a PF para novo relatório. Foto: (Reprodução)

Fonte: Globo.com

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